Não há outra palavra que se encaixe tão bem em vocês. Começamos com o pior começo de ano da nossa história, um começo de ano que ninguém queria acreditar, não podia estar acontecendo aquilo, não com a gente, não com o Robson, não no Joaquim Prestes, não com o nosso time, não com Guarapuava. Era melhor tentar não acreditar, enquanto a dor partia nossos corações, mantínhamos uma certeza: Vamos honrar a vida do Robson.
E assim surgiu no primeiro jogo as primeiras homenagens ao nosso Maior Guerreiro, quando a camisa 18 deixou de ser usada nas quadras para ir para as arquibancadas, surgia ali uma torcida organizada que cresceu sobre as lágrimas derramadas e com gritos de apoio. Os primeiros gols e jogadores levantando a camisa e lá estava ele de novo, Robson jogou com cada jogador.
O Trianon se tornou nossa primeira casa na Chave Ouro 2010, nosso primeiro caldeirão, nossas primeiras alegrias. A torcida lotava o ginásio, acreditando que 2010 seria o ano do CAD, dando o primeiro passo para o título. Após o Trianon veio o SESI, nossa segunda casa, nosso segundo caldeirão, viu nosso time embalar no campeonato, sendo destaque das primeiras fases, viu também a amarga derrota para o Marechal, mas mesmo com aquela derrota a torcida Guarapuavana não desanimou, pois todos acreditavam.
Enfim chegou a vez da volta do Joaquim Prestes, “o Joaquimzão”, nossa terceira e ultima casa na chave ouro, nossa maior caldeirão, caldeirão esse capaz de fazer com cobra um ensopado. A torcida acreditou que com a volta de nosso Ginásio o time seria invencível. O JOAQUIMZÃO VOLTOUU.
Chegou a terceira fase, lutamos, batalhamos, ganhamos, perdemos, empatamos e chegamos ao ultimo jogo da terceira fase contra nosso algoz da temporada anterior, o Umuarama, em Umuarama. O Jogo que separava os homens dos meninos. Não só entre os times, mas entre a torcida também, teve quem jogou a toalha, quem falou que pipocaram, mas esses não acreditavam nos Nossos GUERREIROS, a maioria dos torcedores batalhou e sofreu junto com o time nesse jogo. Precisávamos de um milagre aconteceria esse milagre? Aconteceu. Pois acreditávamos nos guerreiros, em nosso time, em Guarapuava e principalmente acreditamos no nosso maior guerreiro: Róbson.
Semi Final inédita para a cidade, e o time tratou de deixar o sofrimento para a final, liquidou o Londrinense com uma vitória em casa e um empate fora. A Final era nossa pela primeira vez, e seria decidida em Guarapuava. O Espírito do CAD e do Futsal tomou conta da cidade, a torcida se mobilizou para fazer a maior festa do Futsal Brasileiro. Mesmo perdendo o primeiro jogo da final e sofrendo um duro golpe, perder o Japonês dos dois últimos jogos, os Guerreiros não se abateram, a torcida fez festa no primeiro jogo, porem faltando 10 minutos para acabar o jogo escutava os cascavelenses gritarem “É Campeão”. Nenhuma torcida do Brasil cala 3000 vozes Guarapuavanas: EU ACREDITO, EU ACREDITO. Eu acredito, o grito que embalou a torcida e deu força aos jogadores para mais uma virada milagrosa, um verdadeiro teste para cardíaco, conseguimos, com Oliveira inspirado marcado quatro gol e o Neto fazendo um gol de raça, vontade e Fibra Guarapuavana.
Chegamos ao Capítulo final do Nossa História em 2010. Quarta-feira, Dia 15 de dezembro. A Torcida lotou o Joaquim Prestes, com mais uma virada emocionante, levou Guarapuava ao topo do Paraná, sendo CAMPEÃO PARANAENSE DA CHAVE OURO DE FUTSAL.
Enfim, podem me perguntar porque o começo e o meio da história são maiores que o “Grande Capítulo Final” o que deu o titulo para Guarapuava. O Fim e o Título foram ótimos, mas não são nada comparados ao começo da nossa história esse ano.
Vou ao contrário do que escreve Maquiavel: "Os fins justificam os meios", em 2010 para o CAD, para a Torcida, para Guarapuava: “O Começo e o meio não só justificam como enobrecem o fim”.
PARABENS GUERREIROS GUARAPUAVANOS.
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